Estado apresentou crescimento no ranking nacional e manteve destaque na captação de recursos para iniciativas esportivas, mesmo com redução no número de projetos contemplados
Rio – O Rio de Janeiro consolidou sua posição entre os principais estados do país na área de incentivo ao esporte e saltou da sexta para a segunda colocação no ranking nacional de apresentação de projetos pela Lei de Incentivo ao Esporte (LIE). O avanço ocorreu mesmo com uma redução de pouco mais de 10% no número de projetos contemplados entre 2024 e 2025.
De acordo com dados do setor, o estado teve 274 projetos incentivados em 29 municípios fluminenses em 2024. No ano seguinte, foram 242 iniciativas contempladas em 26 cidades. Apesar da queda numérica, o Rio manteve regularidade na aprovação e captação de recursos, ampliando sua participação no cenário nacional.

O levantamento mostra que o mercado de projetos esportivos incentivados segue em expansão no Brasil. Entre 2022 e 2025, o segmento registrou crescimento médio anual de 22,7%. No mesmo período, a captação de recursos por meio da Lei de Incentivo ao Esporte bateu recorde pelo segundo ano consecutivo, alcançando R$ 1,38 bilhão em 2025, superando os R$ 1,2 bilhão registrados em 2024.
Segundo Álvaro Martins, CEO da AR Lei de Incentivo ao Esporte, empresa especializada em consultoria e estruturação de projetos esportivos, o desempenho fluminense demonstra a força do estado no setor.

“Espera-se protagonismo do Rio de Janeiro, que em 2024 ocupava a sexta posição nacional na apresentação de projetos e, em 2025, passou para o segundo lugar. Percebe-se uma uniformidade regular entre os anos, tanto no número de proponentes quanto nos projetos que conseguem captar recursos e colocar em prática ações que vão muito além do esporte”, afirmou.
Os projetos incentivados abrangem ações educacionais, comunitárias e de inclusão social, atendendo crianças, adolescentes, idosos e pessoas em situação de vulnerabilidade. A avaliação de especialistas é que a Lei de Incentivo ao Esporte tem se consolidado como uma ferramenta não apenas de promoção da prática esportiva, mas também de desenvolvimento social e econômico.
A desaceleração observada entre 2024 e 2025, quando houve redução de 15,3% no número de propostas apresentadas nacionalmente, é atribuída ao prazo mais curto para inscrições no ciclo do Ministério do Esporte. Ainda assim, os valores captados continuaram crescendo.
Para o setor, a tendência é de expansão nos próximos anos, impulsionada pelas mudanças promovidas pela Lei Complementar 222, que trouxe maior segurança jurídica para investidores e patrocinadores. A expectativa é que o aumento da confiança do mercado amplie o número de empresas interessadas em financiar projetos esportivos por meio de incentivos fiscais.
Além dos benefícios sociais, especialistas apontam que o fortalecimento da Lei de Incentivo ao Esporte pode contribuir para a geração de emprego e renda no estado, que historicamente possui forte vocação esportiva e concentra projetos em diversas regiões, da capital ao interior.
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