Apontado como líder do tráfico na comunidade, Rodrigo Rosa Brasil estava foragido desde 2019 e era investigado por envolvimento em disputas armadas entre facções rivais
Rodrigo Rosa Brasil, conhecido como “Boneco do Andaraí”, apontado pelas forças de segurança como uma das principais lideranças do tráfico de drogas no Morro do Andaraí, morreu neste domingo (8) após trocar tiros com policiais militares durante uma operação na região.
De acordo com a Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro, equipes do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) e da Subsecretaria de Inteligência realizavam uma ação na comunidade quando foram surpreendidas por criminosos armados. Durante o confronto, Rodrigo foi atingido.
O suspeito chegou a ser levado para o Hospital Municipal do Andaraí, mas não resistiu aos ferimentos. Um outro homem, apontado como segurança do traficante, também ficou ferido durante o tiroteio e foi encaminhado para a mesma unidade de saúde.
Na ação, os policiais apreenderam um fuzil e uma pistola que estavam com os criminosos. O caso foi registrado na Delegacia de Homicídios da Capital, responsável pela investigação.
Segundo a Polícia Militar, Rodrigo era considerado um dos principais responsáveis pela estrutura criminosa instalada no Morro do Andaraí. De acordo com as investigações, ele coordenava atividades relacionadas ao tráfico de drogas na região e mantinha um grupo armado que atuava na proteção da organização criminosa.

Além do comércio ilegal de entorpecentes, as autoridades apontam que o grupo também estaria envolvido no recrutamento de menores de idade para atuar em atividades ligadas ao crime dentro da comunidade.
Rodrigo Rosa Brasil estava foragido do sistema penitenciário desde março de 2019. Na época, ele havia recebido o benefício da saída temporária, mas não retornou à unidade prisional após o período permitido.
Ele cumpria pena pela morte do policial civil André Gustavo Lopes da Rocha, assassinado em 2008 no bairro do Grajaú, na Zona Norte da capital fluminense. O crime ocorreu diante de familiares da vítima e teve grande repercussão à época.
De acordo com as investigações, além de liderar o tráfico no Morro do Andaraí, o criminoso também era apontado como um dos articuladores de confrontos entre grupos rivais que atuam na região. A disputa territorial entre traficantes do Andaraí e criminosos do Morro do Cruz vinha provocando frequentes tiroteios e preocupando moradores dos bairros próximos.
Na última semana, a Polícia Militar já havia realizado uma operação na comunidade com o objetivo de localizar e prender o suspeito. A ação contou com cerca de 40 agentes do 6º Batalhão da Polícia Militar, responsável pelo policiamento na região da Tijuca.
Durante essa operação, também houve troca de tiros na comunidade. Moradores relataram momentos de tensão, com disparos sendo ouvidos em áreas próximas ao morro.
Ainda na ocasião, um veículo blindado da corporação, conhecido como caveirão, acabou danificando carros que estavam estacionados em uma rua da comunidade. A Polícia Militar informou posteriormente que iria se reunir com os proprietários dos veículos atingidos para avaliar os prejuízos e providenciar os reparos necessários.

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