Após mobilização, idosa consegue transferência para o Hemorio

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A idosa Miriam Dias de Andrade, de 65 anos, estava internada desde a última sexta-feira, no hospital Albert Schweitzer em Realengo, na zona norte do Rio com suspeita de leucemia. Segundo seu sobrinho, Davi Freitas, ela, que já tinha sintomas da doença, foi internada na sexta feira e estava bem. Do final de semana para cá, a situação de saúde piorou a ponto dela precisar de uma transferência imediata.

“Minha tia tem 65 anos e deu entrada no SUS de Realengo ainda relativamente bem na sexta. Porém, agora ela está na CTI do Albert em realengo, recebendo oxigênio, e a situação dela está muito grave. Ela precisava urgentemente da confirmação do diagnóstico de leucemia, mas para isso precisa ser atendida por um hematologista, o que só vai acontecer quando for chamada na fila de espera.”

Miriam tem o laudo médico para ser transferida para um hospital que tenha a especialidade e o Tribunal de Justiça autorizou a transferência, o que até agora não aconteceu.

“Algumas pessoas lá de dentro disseram que no final das contas, o hospital tem a vida da minha tia nas mãos, algumas pessoas de dentro do hospital disseram que só a imprensa pode realmente nos ajudar agora. Parece que, no fim, a vida da minha tia está sendo tratada como algo barato, e estamos completamente sem alternativas. A única opção é defensoria aumentar a multa e aguardar a boa vontade dos diretores do hospital. E ela está em estado grave por causa da negligência.”

A decisão do Tribunal de Justiça ressalta que o direito à saúde possui assento constitucional, a começar pela competência comum à União, aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios, de cuidarem da saúde e assistência públicas, assim como da proteção e garantia das pessoas portadoras de deficiência (art. 23, II), seguindo por toda uma regulamentação inserida na seção II, do Capítulo II, que trata da Seguridade Social, do Título VIII, que dispõe sobre a ordem social.

A reportagem procurou a Secretaria Municipal de  Saúde do Rio e em contato com a reportagem, o secretário de saúde do Rio de Janeiro, Daniel Soranz, afirmou que no SUS, a responsabilidade pela regulação da alta complexidade em hematologia, como é o caso é estadual. No Rio de Janeiro, a regulação é feita pela Central Estadual de Regulação, que Miriam foi inserida no Sistema Estadual de Regulação (SER) para tratamento de doenças hematológicas em unidade especializada para o seu quadro e que na tarde de hoje, ela foi regulada para o Hemorio e foi transferida ainda na noite de terça.


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