Max Kindler
Coluna 6touu apresenta Paula Esteves, sobrinha neta de Pixinguinha, cantora, compositora, mãe, engenheira. Paula conhecida nas Rodas de sambas e casas de shows do Rio de Janeiro.
Em 2018 gravou seu primeiro EP, além de ser fundadora de seu bloco chamado ” Pauladentro”.
Perguntas e Respostas.
1- Você Paula foi muito cobrada nas Rodas de sambas por ser sobrinha neta de um baluarte chamado Pixinguinha??
R- Nunca senti essa cobrança. Sinto muito o carinho das pessoas por ser uma das representantes dessa família. Existe muita curiosidade em relação a fatos familiares e sempre que é possível eu conto essas histórias.
A grande maioria das pessoas entende a representatividade e a genialidade ímpar do meu tio avô no cenário da música brasileira.

2- Quantas músicas suas gravadas??
Qual bairro pode faltar em seus shows??
R- Disponível nas plataformas digitais possuo 2 músicas autorais gravadas. Até março de 2026 mais 3 serão lançadas.
Em meus shows sempre falo muito da Lapa e de Madureira. Dois bairros muito presentes em minha vida desde sempre.
Madureira por ser um local onde sempre frequentei desde criança ( sou da Praça Seca) e onde estão minhas duas escolas de samba queridas , Portela e Império.
E Lapa porque é o bairro que eu escolhi pra viver há alguns anos, reduto do samba carioca.
3- Fale do projeto ” Novos Compositores” que você faz parte??
R- O projeto Aos Novos Compositores é um projeto onde 20 compositores se encontram 2 vezes por mês no Beco do Rato para expor suas composições para o grande público.
Num cenário onde a mídia quase não abre espaço para novos sambistas, o ANC se torna ferramenta indispensável para a renovação do samba carioca. Eu sou umas das 3 compositoras que o projeto possui. Os demais são homens .
A mulher compositora ainda precisa lutar muito contra a invisibilidade nas composições. É uma luta diária.

4- Você disputou concurso de samba de enredo no Imperio Serrano fale dessa emoção e também você irá desfilar em 2026 pela ala dos compositores do Império?
R- Foi uma grande emoção chegar a uma final de disputa de samba enredo em uma das escolas mais reconhecidas do RJ.
A história e importância do Império Serrano, sobretudo como pioneiro no destaque de compositoras, foi um impulsionador nesse processo. Muito bom estar na disputa como integrante de uma parceria 100% feminina na casa de D. Ivone Lara.
Não fomos campeãs mas recebemos um reconhecimento fenomenal: fomos convidadas a integrar a ala dos compositores!
Então, pela primeira vez desfilarei pelo Império Serrano nessa ala tão importante e representativa pra escola .
Recebi esse convite com muito amor no coração.
5- Por quê o novo tá esquecido?
R- Você já se perguntou de onde vieram os sambas conhecidos que são cantados atualmente nos eventos? Como foi que você aprendeu aquele samba que te anima, que te emociona? Sabendo que hoje em dia são pouquíssimos os artistas desse gênero que conseguem um espaço na mídia, fica sempre a dúvida de como se dará a sobrevivência do samba… Ah, sim, “o samba agoniza, mas não morre” mas será que é saudável agonizar por tanto tempo? O fato é que podemos socorrê-lo antes do suspiro derradeiro.
As rodas de samba que aconteciam no Cacique de Ramos nas décadas de 70 e 80 nos ensinaram um belo caminho para esse socorro. Novos sambistas apresentavam suas composições sob a famosa Tamarineira e eram ouvidos atentamente por todos os presentes. Não existia rede social; não se conseguia facilmente divulgar uma composição naquela época. Talvez por isso existisse a sede de ouvir novo. E o quê fizemos com essa sede? Cadê a nossa vontade de conhecer novas composições de samba? Por que estamos condenados a escutar o mesmo repertório nas diversas rodas de samba que existem na cidade?


Atualmente existem mais de 200 rodas de samba cadastradas na cidade do Rio de Janeiro. Esse é um mercado que movimenta milhões de reais anualmente e que embala os corações e mentes de grande parte dos turistas que realizam o sonho de conhecer nossa cidade. O samba engrandece o Rio e precisamos de estratégia pra lidar com isso. E essa estratégia, além de ter foco na produção em si desses eventos, também passa por renovação de repertório e geração de oportunidades reais para novos artistas, tanto cantores como compositores. É dessa maneira que a roda não vai cansar de girar.
Nesse cenário, o Projeto Cultural Aos Novos Compositores se apresenta como uma ótima alternativa para essa renovação. Trata-se de um espaço onde novas composições têm o poder de conquistar a atenção e o carinho do público. Um carinho de quem, mesmo inconscientemente, procura um samba inédito pra se identificar, pra dedicar a alguém, pra se emocionar, pra ser feliz. Duas vezes ao mês, no Beco do Rato – uma das casas de samba mais badaladas do Rio de Janeiro – vinte compositores apresentam suas canções na própria voz. Cadernos com as letras são disponibilizados ao público o que facilita o aprendizado e a conexão com o novo. A empolgação toma conta do local com refrões cantados e entoados por todos os presentes com a regência impecável dos membros do projeto que emprestam todo o carisma e animação na apresentação de suas canções. É um verdadeiro deleite da música autoral desconhecida visto que, nessas condições, a mágica acontece e ela se torna um verdadeiro sucesso.
No fundo, sabemos de que mágica estamos falando: letras e melodias de qualidade que trazem novas estórias, novas percepções e por isso nos encantam de uma nova forma. Tudo isso ao seu alcance. É o tipo de programa pra quem tá cansado de mais do mesmo. Pra quem sabe que o samba vai sempre beber da fonte de seus ancestrais e se renovar com maestria. Não podemos represar essa renovação. Deixemos essa água rolar…
Aos Novos Compositores: o próximo sucesso você escuta aqui!
6- A música que não pode faltar em seu repertório ??
R- Carinhoso é uma música muito emblemática pra mim pois traz ancestralidade e me emociona demais. Além disso, por ser a música brasileira mais regravada, ela é sempre bem-vinda em quaisquer dos públicos onde me apresento. Aquece meu coração ver e ouvir as pessoas cantando.
Notas do Max
Escolas de Samba de Niterói disputam no Rio e promovem a cidade mundo afora
Agremiações de Niterói abrilhantam o Carnaval carioca, elevando ainda mais o nome da “Cidade Sorriso” para o mundo, com todas conquistas dos títulos como os da G.R.E.S. Escola de Samba Unidos do Viradouro, da “caçula” da Marquês de Sapucaí, a G.R.E.S. Acadêmicos de Niterói, com ambas disputando mais um campeonato, pretendendo ser a Campeã do Grupo Especial do maior espetáculo do planeta, o Carnaval do Sambódromo carioca. E a G.R.E.S. Acadêmicos do Cubango, que já desfilou nesta avenida também, atualmente brilha desfilando pela Superliga, na Estrada Intendente Magalhães, em Madureira.
A Acadêmicos de Niterói, defenderá o enredo “Do Alto do Mulungu Surge a Esperança: Lula, o Operário do Brasil” .Os trabalhos no barracão da Escola, estão em pleno vapor, realizado com muita criatividade e emoção e, de forma aguerrida juntamente à comunidade, a Escola niteroiense abrirá, no dia 15/02/2026 (Sábado), os desfiles do Sambódromo, palco do Carnaval do Rio, estreando com tudo no Grupo Especial, visando a conquista de mais um título, elevando ainda mais o nome de Niterói pelo mundo.
O Carnavalesco, Tiago Martins, agradece toda Diretoria, seu Presidente, a comunidade em geral pela chance de trabalhar este enredo.
“Agradeço muito o Presidente Wallace Palhares, pois ele veio com a ideia: “Vamos falar do Presidente?” _Vamos! Todos abraçamos a ideia, eu me identifico muito com o Lula, e desde a nossa ida até o Palácio Alvorada só confirmou o que eu sempre vivi. A gente precisa fazer um Carnaval à altura do nosso personagem, friso que nossa homenagem não é uma campanha! É uma homenagem como a Viradouro vai falar do Ciça, a Imperatriz do Ney Matogrosso… então por quê não falar do Lula? E sabe o que é melhor? É você fazer um enredo, homenageando uma pessoa em vida. E ao povo de Niterói eu devo muito, principalmente à comunidade. Na Marquês de Sapucaí, em Fevereiro deste ano, a comunidade de Niterói fez um desfile lindo com o “Vixe Maria”, tenho muito que agradecer várias personalidades do mundo carnavalesco da cidade.
A Unidos do Viradouro, com o enredo “Pra Cima Ciça!” tentará mais um título, materializando um sonho, segundo o Carnavalesco, Tarcísio Zanon.
“Este ano estamos materializando um sonho. Gosto de falar que o Ciça é uma Escola de Samba inteira em si, de samba, de música, de percussão… e a gente está com esse privilégio de contar essa história dele. O Ciça é hoje quem está há mais tempo fazendo esse trabalho e ele, além de fazer nosso corpo se movimentar, ele cria através do corpo dele, pois iniciou a carreira dele como passista, depois foi Mestre-Sala e depois ele leva isso às baterias e, talvez esse seja o grande diferencial do Ciça, além de musicalidade intuitiva que ele tem”, discorre Tarcísio.
“Tem sido uma honra pra mim trabalhar esse enredo, coordenando esse trabalho aqui na Viradouro. O Ciça ele faz nosso corpo dançar, sambar, se movimentar e agora a gente está fazendo essa grande homenagem, merecidíssima e agora, nos 55 anos dele de avenida, 70 anos de aniversário de Ciça, 80 anos da Unidos do Viradouro, Ciça é o que está mais tempo na Viradouro e, dentro da história dele que começou na Estácio, ele virou uma marca aqui pra Escola, foram dois títulos, então é uma delícia estarmos trabalhando esse enredo aqui na Escola”, declarou Tarcísio.

A Unidos do Viradouro desfilará na Segunda-feira (16/02/25), sendo a terceira Escola a desfilar, pelo Grupo Especial, no Sambódromo, da Marquês de Sapucaí.
Dentre as agremiações de Niterói, a tradicional G.R.E.S. Acadêmicos do Cubango também marca no Carnaval carioca. Para o Carnaval do próximo ano, o enredo será “O Sertão Não É Só Paisagem, Mas Uma Essência de Vida”. A Escola de Samba vislumbra ganhar mais um título, fechando os desfiles da Série Prata, no dia 15/02/26 (Domingo), pela Superliga.
Para isso o Carnavalesco André Tabuquine conta com sua experiência no mundo carnavalesco, adquirida desde os tempos de sua adolescência, na bateria da Escola de Samba Em Cima da Hora, onde as portas se abriram para ele ser o carnavalesco.
“Minha experiência é grande no mundo do Carnaval, pois comecei com 14 anos, na bateria da Em Cima da Hora e lá também fui Carnavalesco pela primeira vez. Aqui na Acadêmicos do Cubango todos podem ver que procuro me dedicar, todos sabem que sou minucioso e detalhista nas alegorias. E lá no Carnaval da Intendente para mim é mais um desafio, faremos um trabalho bem feito e apresentaremos um Carnaval muito bonito! Atualmente nós dividimos esse barracão com a União do Parque Acari, foi quando a Cubango viu minha dedicação. Esse novo enredo é desafiador porque a gente sabe que a Cubango vem de um chão muito forte de africanidade e estamos inovando com um enredo bem diferente do estilo e a Escola toda está abraçando essa diversão e cor que levaremos à Intendente Magalhães. Um enredo infantil onde um menino esperançoso de um novo amanhã vai provocar um impacto visual fora do comum, levando à Intendente um visual com muito Boom e um Tchan especiais, e esse será um diferencial nesta trajetória da Cubango”, analisa André.
“A Cubango é uma comunidade que me cativa cada vez mais, a Escola briga, desde os baluartes à Velha Guarda. O Carnaval veio mudando, mas desde os seus compositores que já não estão entre nós, os componentes infantis, os novos que chegam até a Velha Guarda, toda comunidade é muito aguerrida”, concluiu André.
A Acadêmicos do Cubango desfilará, no dia 15/02/2026 (Domingo), fechando os desfiles da Intendente de Magalhães, disputando o título pela Série Prata, da Superliga.

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