Luiz Antonio Mello era um apaixonado por Niterói, por rock & roll e por jornalismo. Foi gênio. Gênio nas ideias, na percepção sobre a vida e seu olhar sobre as pessoas. Infelizmente LAM nos deixou na manhã desta quarta-feira (30) no Hospital Icaraí, vítima de uma parada cardíaca após complicações de uma pancreatite.
Ele começou a carreira em 1971 no Jornal de Icaraí. Dez anos depois, esteve à frente de um dos casos mais emblemáticos da comunicação brasileira: a criação, em Niterói, da Rádio Fluminense FM. A “Maldita” foi um marco que revelou grandes nomes da música, sobretudo da geração de ouro do rock brasileiro nos anos 80. Em 2005, fez parte da equipe que fundou a Bandnews FM no Rio de Janeiro.

A Fluminense FM foi inaugurada em1972, em Niterói. Em meados de 1981, a direção aceitou a reformulação da rádio, com a entrada da equipe formada pelos radialistas Amaury Santos e Sérgio Vasconcellos, comandados pelo jornalista Luiz Antonio Mello, todos à época jovens, com idades entre 26 e 27 anos.
De início, Mello seria responsável por apenas um programa, que teria o nome de Rock Alive, mas, apesar de não ter agradado um dos avaliadores, conseguiu não somente ser aprovado, como também se transformar em uma rádio 24 horas, dedicada ao rock. Dando oportunidades para bandas novas que surgiam no cenário nacional, entre as quais Os Paralamas do Sucesso, a Fluminense FM, popularmente conhecida como a “Maldita”, ele ajudou a escrever um capítulo importante na história do rock brasileiro.
Homenagem
Os Paralamas do Sucesso publicaram em sua página do Instagram: ”Tristeza imensa com a notícia do falecimento do grande amigo e jornalista Luiz Antonio Mello, fundador e diretor da Rádio Fluminense FM nos anos 80.”
Luiz Antonio Mello e sua equipe ajudaram a deflagrar uma revolução cultural no país, ao embarcar no movimento do rock que fervia nos palcos do Circo Voador, abrindo espaço na programação da rádio para diversas bandas do rock brasileiro como Os Paralamas do Sucesso, Blitz, Barão Vermelho, Legião Urbana, Kid Abelha, entre outras.
Inclusive foi na “Maldita”, como era conhecida a Rádio Fluminense, que a composição Vital e sua Moto foi tocada pela primeira vez, pelas mãos do querido Maurício Valladares.
“Descanse em paz, amigo.
Obrigado por tudo!
Nossos sentimentos à família e amigos. ❤”
Lam foi colunista dos jornais O Pasquim, Jornal do Brasil, O Estado de São Paulo, Jornal Opinião e Folha de Niterói. Desde 2021, era editor do jornal A Tribuna.
Velório e enterro
O velório do jornalista Luiz Antonio Mello está marcado para esta quinta-feira (1º), na capela 4 do cemitério Parque da Colina, em Pendotiba, Niterói, entre 13h15 e 15h15. Em seguida, o corpo será enterrado.
Obrigado por tudo amigo

Luiz Antonio Mello foi meu editor no jornal A Tribuna e um dos grandes amigos que fiz no jornalismo. Era simplesmente um gênio.
Todo dia chegava com uma pauta que a princípio parecia anormal mas tinha ali uma visão de mundo que só ele tinha, o que resultava em algo espetacular.
Sua personalidade era muito forte, tinha dias difíceis, mas vi ali um chefe leal e amigo. Sem falar que toda conversa era uma aula, um aprendizado. Me ensinou e me ajudou muito. Cobrava, cobrava muito mas sabia tirar o melhor de um repórter, porque como tal, foi um dos melhores. Um revolucionário da comunicação que simplesmente criou uma rádio que até hoje está na lembrança de todos, mesmo se chamando “Maldita”.
Se você ouve Kid Abelha, Paralamas, Barão Vermelho, Ritchie, Lobão, Lulu Santos, entre outros, é graças também ao LAM.
Pude em minha volta a Tribuna conviver com esse mestre ainda por um mês e seu último dia na redação foi justamente o de seu aniversário, dia 18 de Fevereiro.
Disse a ele que deveria dar um festão para comemorar os seus 70 anos. Ele disse que faria, quando ficasse bom. Infelizmente esse dia não chegou e essa festa será no céu.
A comunicação, a cultura e o jornalismo perdem um gênio. Eu perdi uma referência e um amigo.
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